Na última década, as escolas perderam quase meio milhão de alunos, entre
o Pré-escolar e o Ensino Básico e Secundário. A diferença entre o
número de alunos nos anos lectivos 2002/03 (1,807,522) e 2011/12 (1,321,174) é de 486,348, o que representa uma redução de 26,9%. Esta
realidade não deve ser dissociada do decréscimo de nascimentos no País.
Dos 13 306
professores que integravam inicialmente a lista de mobilidade, 1684
pediram destacamento por condições específicas e 1235 para outras
funções.
A tutela reconhece que "as necessidades
de docentes sempre apresentaram flutuações e que não podem ser ignoradas
questões demográficas". Acrescenta que foi entendido que "um professor
de carreira tem componente lectiva apenas a partir de um mínimo de seis
tempos" e refere que foi exigido às escolas que indicassem
antecipadamente quantos efectivos tinham sem componente lectiva. Assim, o
número de docentes sem horário "inclui professores que, com critérios
anteriores, não estariam no concurso. Docentes sobram porque o ministro fez de propósito".
A Fenprof considera que o número de professores sem horário ascende a
oito mil. Segundo Mário Nogueira, secretário--geral da Fenprof, "aos
5733 docentes divulgados pelo Ministério da Educação juntam-se os 1684
destacados por doença e que as escolas já não tinham horários para
eles". Acrescenta que "os docentes sobram porque o ministro fez de
propósito através das medidas aplicadas".
Editado por: Alexandre Silva
Escrito por: CM